Escuta ativa

Muitas vezes, em uma conversa,  ouvimos uma pessoa sem realmente ouvi-la. No processo, perdemos oportunidades de nos conectar com essa pessoa - e até mesmo nos arriscamos a fazer com que ela se sinta negligenciada, desrespeitada e ressentida. A escuta ativa significa expressar interesse ativo no que a outra pessoa tem a dizer e aumentar as chances de que ela se sinta ouvida.

 

Você pode pensar em alguém do seu círculo social que está passando por um momento difícil (ou com quem você não tem tido contato por algum tempo) e com quem você pode ter a oportunidade de falar pelo menos uma vez na próxima semana?

 

 

PLANEJE O MOMENTO

Considere quando e onde você poderá iniciar uma conversa com essa pessoa ou quando poderá contatá-la para agendar um horário para conversar. Se possível, é melhor encontrar um momento em que você não será apressado, interrompido ou distraído, idealmente em algum lugar calmo e privado. Anote os detalhes do seu plano.

 

TEMPO

Pelo menos 10 minutos. Tente reservar tempo para essa prática pelo menos uma vez por semana.

 

COMO FAZER:

A - Encontre um lugar tranquilo onde você possa conversar com a pessoa sem interrupção ou distração. Convide-a a compartilhar o que está em sua mente. Ao convidar, tente seguir os passos abaixo. Você não precisa fazer todos eles, mas quanto mais fizer, mais eficaz será essa prática.

B - Parafrasear. Uma vez que a outra pessoa tenha terminado de expressar um pensamento, parafraseie o que ele ou ela disse para ter certeza de que você entende e para mostrar que está prestando atenção. Maneiras úteis para parafrasear incluem "O que eu ouço você dizer é ..." "Parece que ..." e "Se eu entendi direito ..."

C - Perguntar. Quando apropriado, faça perguntas para incentivar a outra pessoa a elaborar seus pensamentos e sentimentos. Evite tirar conclusões precipitadas sobre o que a outra pessoa quer dizer. Em vez disso, faça perguntas para esclarecer o significado do que está sendo dito, como “Quando você diz ____, você quer dizer _____”?

D - Expresse empatia. Se a outra pessoa expressar sentimentos negativos, esforce-se para validar esses sentimentos em vez de questionar ou defender-se deles. Por exemplo, se o a pessoa que está falando expressa frustração, tente considerar por que ela se sente assim, independentemente de você achar que esse sentimento é justificado ou se você se sentiria assim se estivesse em na mesma posição. Você pode responder: "Sinto que está se sentindo frustrado" e até "consigo entender como essa situação pode causar frustração".

E - Use a linguagem do corpo. Mostre que você está envolvido e interessado fazendo contato visual, acenando com a cabeça, encarando a outra pessoa e mantendo uma postura corporal aberta e relaxada. Evite assistir a distrações em seu ambiente ou verificar seu telefone. Esteja atento às suas expressões faciais: evite expressões que possam comunicar desaprovação ou repulsa.

F - Evite julgar. Seu objetivo é entender a perspectiva da outra pessoa e aceitá-la pelo que ela é, mesmo que você discorde dela. Tente não interromper com contra-argumentos ou preparar mentalmente uma réplica enquanto a outra pessoa estiver falando. Experimente relaxar e deixar sua opinião de lado por este momento.

G - Evite dar conselhos. É provável que a resolução de problemas seja mais eficaz depois que as duas pessoas na conversa entenderem a perspectiva um do outro e se sentirem ouvidos. Mudar rápido demais para dar conselhos pode ser contraproducente.

H - Revezar-se. Depois que a outra pessoa tiver a oportunidade de falar e você se envolver nas etapas de escuta ativa acima, pergunte se está tudo bem se você compartilhar sua perspectiva. Ao compartilhar sua perspectiva, expresse-se da forma mais clara possível usando as declarações ”Eu ..." (por exemplo, "Sinto-me sobrecarregado quando você não ajuda em casa"). Também pode ser útil, quando relevante, expressar empatia pela perspectiva da outra pessoa (por exemplo, "Sei que você tem andado muito ocupado ultimamente e não quer me deixar de fora.” O equilíbrio no tempo de fala pode ajudar o processo de comunicação e abre espaço para que as pessoas participem genuinamente do diálogo.

Evidências de que funciona


Weger, H., Castle Bell, G., Minei, E. M., & Robinson, M. C. (2014). The relative effectiveness of active listening in initial interactions. International Journal of Listening, 28(1), 13-31.

 

Participantes tiveram conversas breves (sobre a maior frustração deles com a universidade) com uma pessoa treinada para engajar em uma escuta ativa , alguém que dava conselhos, ou alguém que simplesmente oferecia seu ponto de vista. Os participantes que receberam a escuta ativa/empática reportaram sentirem-se mais compreendidos ao final da conversa. 

 

Fontes
Instructions adapted from: Markman, H., Stanley, S., & Blumberg, S.L. (1994). Fighting for your marriage. San Francisco: Josey-Bass Publishers.

Greater Good Science Center

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